Performance

Hop-là!

Hop-là! de Laura Virgínia em Solos na Sala na 9 ª edição de Cult Dance. foto de Nityama Macrini

Hop-là!
Este solo são meus afetos à cultura francesa. Ouço a língua francesa desde os 3 anos de idade, por causa do Ballet Clássico e de minha irmã que estudava a língua desde criança e de sua mudança definitiva à França nos anos 90, tenho dois sobrinhos, Erwan e Arthur e um cunhado Alain – todos bretões, amo baguete, brie, champanhe, as cafeterias, perfumes, Simone de Beauvoir,Marguerite Yourcenar, Marguerite Duras, Baudelaire, Rimbaud, Mallarmé, Maguy Marin, Béjaurt, Decolflé, Edith Piaf, Charles Aznavour, Yann Tiersen, Jacques Brel, Serge Gainsbourg, Camille Claudel, Rodin, Monet, Degas, Catherine Deneuve, Brigitte Bardot, Juliette Binoche, Audrey Tautou, Gérard Depardieu, Alain Delon, Isabelle Adjani, Jean Reno, Mathieu Kassovitz , Jacques Tati, Chanel – PARIS. “Hop-là!” Significa uma interjeição de animação e de dar movimento.

Criação e Performance: Laura Virgínia
Trilha Sonora:Edith Piaf, Jacques Brel,Lo’Jo, Zaz

“PerfRactomance”, Projeto Cult Dance | Duos na Sala, 2014

PerfRactomance
cria relações inusitadas em tempo real e recria através da percepção de quem vê novas relações que darão forma a perfRactomance: 2 bailarinas e 1 músico constroem a seu modo, um mundo seu, recriados com meios próprios, estabelecendo diálogos entre movimento corporal e sonoro, conforme uma visão particular, única, original cuja soma resulta em uma totalidade abstrata essencial sobre o encontro romântico – cegueira ou mágica?

Criação: Cleani Marques Calazans e Laura Virgínia
Músico Convidado: Eufrásio Prates


牡丹 - Projeto Cult Dance | Solos na Sala, 2014, foto de Ingrid Barros

牡丹 – Projeto Cult Dance | Solos na Sala, 2014, foto de Ingrid Barros

牡丹
Para criação desse solo incluí um conjunto de afetos que me acompanham há quase três décadas: sou Master REIKI; sou acupunturista formada em MTC-medicina tradicional chinesa; amo sushi; um dos capítulos do meu livro “Buquê” é uma coletânea de Hai Cai; adoro dança tradicional chinesa, japonesa e koreana; uma de minhas amigas íntimas é nissei; paixão por Bruce Lee; minimalismo; os cineastas Won Kar-wai e Akira Kurosawa; os filmes “o ultimo bailarino de Mao” e “Cerejeiras em flor” e para acompanhar toda essa movimentação Phil Jones, músico, me apresentou esses artistas que não paro de ouvir Susumu Yokota e Geinoh Yamashiro que suas obras escandalosamente empolgantes fazem parte da trilha desse solo e finalmente algo que estará sempre comigo: a tatuagem fechada em minha perna direita, em cima de uma cicatriz, acontecida de um acidente que tive com quatro anos de idade, Essa tatuagem feita pelo artista Taiom Almeida que são peônias, título desse solo para tradução “牡丹” – são flores que para os japoneses tem poderes de afastar os maus espíritos e protegem os humanos de causas naturais. Esse universo dentro de mim será dançado em quatro partes: a luta – o YIN – o minimalismo – o Yang.

Criação e Performance: Laura Virgínia
Trilha Sonora: Shigeru Umebayashi, Susumu Yokota e Geinoh Yamashiro


6 petit-coreografies | Decurators, 2014

6 petit-coreografias | Decurators, 2014

6 petit-coreografias
Recebi um convite do DeCurators para a concepção de micro-coreografias para os trabalhos em exposição na “Eróticas”. Como forma de potencializar o processo de criação, decidi organizar uma serie de (micro)residências com cada artista participante que resultou na performance “6 petit-coreografias”.

Criação e Performance: Laura Virgínia
Artistas da Exposição Eróticas: Carla Barreto, Gisel Carriconde Azevedo, Hilan Bensusan, Ingrid Barros e Waleska Reuter


Vênus e Hera, instalação e performance | foto de Ingrid Barros, 2013

Vênus e Hera, instalação e performance | foto de Ingrid Barros, 2013

Vênus e Hera
O que eu gosto do teu corpo é o sexo.
Objetos tem consciência
O que eu gosto do teu sexo é a boca.
vivem num estado de ser sem tempo
O que eu gosto da tua boca é a língua.
sem iniciativa autopropulsora
O que eu gosto da tua língua é a palavra.
” Borges e GUIA Pathwork

Objetos têm padrões de criação intrínsecos, autocriação que aquele organismo específico segue de uma maneira profundamente significativa e propositada, sempre compatível com as leis que se aplicam a ele.

Criação e Performance: Laura Virgínia

Sobre a exposição coletiva ORIENTAÇÃO OBJETO (OO)
“Os nossos são tempos lotados. Superpovoados de objetos. Como pensá-los, como conviver com sua ubiqüidade, como se desviar deles?”
Em 2010, em Londres, juntamente com outros artistas e amigos da filosofia e da programação, formamos um grupo de estudos para compartilhar teorias relacionadas ao objeto de arte e a metafisica, a partir do paradigma de programação de sistemas de softwares chamado ‘Orientação ao Objeto’ (O.O). Estes encontros culminaram na exposição Object-Oriented, em junho de 2011.
Para a Galeria Espaço Piloto, propomos um desdobramento do evento de 2011, com a curadoria de uma exposição envolvendo, além do grupo original, mais três novos participantes. Paralelamente, serão realizadas uma serie de discussões, num fórum informal de reflexão sobre as diferentes maneiras em que um objeto pode ser percebido, usado, criado, pensado ou estudado.

Artistas participantes: Aferidor de Vuelos, Gisel Carriconde Azevedo, Hilan Bensusan, Laura Virginia, Mark Sowden (UK)
Philip Jones, Rachel Cohen (UK), Tim Weston (UK)
Galeria Espaço Piloto, UnB, Brasília, DF


“7° dia” in: No Principio, 2010

“Criou, pois Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais povoam as águas, segundo as suas espécies; e todas as aves, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. “(Gn 1:21)
 “Antes um animal – sou Ser humana animal – meu corpo DANÇA e multiplica minhas criações que são pequenas criaturas reais de Deus. ” Laura Virgínia
Criação: Laura Virgínia
O espetáculo de dança No Princípio estarão presentes os artistas: Ana Macara (artista convidada da Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa), Soraia Silva (CDPDan/UnB/Brasília), Alexandre Nas(CDPDan/UnB/Brasília), Laura Virgínia (CDPDan/UnB/Brasília), Yara De Cunto (artista convidada/Brasília), Zou Mi (CDPDan/UnB/Brasília), Sabrina Cunha (CDPDan/UnB/Brasília). O espetáculo terá como argumento o primeiro capítulo do texto bíblico de Gênesis, no qual cada dia da criação será interpretado por um dos artistas convidados.
Durante o espetáculo cada artista criador falará através de seus gestos e expressões cênicas de sua tragetória e de seu credo como artistas dedicados à linguagem da dança tendo como pano de fundo o texto bíblico, como uma metáfora ao desenvolvimento de suas carreiras na dança. Durante o espetáculo serão realizadas duas projeções: uma será a animação cenográfica, sobre as imagens contidas no texto bíblico de Gênesis, realizadas pela artista computacional Suzete Venturelli e a outra será a projeção de partes do memorial/documentário criado por Márcio de Holanda Viana.
O objetivo geral do projeto é denvolver atividades integradoras entre os artistas da dança da cidade de Brasília, e outros bailarinos convidados de reconhecido mérito por suas atuações. Também consideramos importante o diálogo entre o fazer artístico da dança no âmbito acadêmico, ou seja, no ambiente da universidade com suas especificidades de produção de conhecimento e os artistas e produtores de dança independentes visando uma aproximação dos fazeres e uma troca de experiências. A participação de cada artista convidado no espetáculo e no documentário terá o valor de um depoimento pessoal do artista enquanto produtor e perseguidor da arte da dança.

Pela estrada afora eu vou bem sozinha

Video baseado no registro da criação coletiva de performance de dança inspirada no conto de fadas “Chapeuzinho Vermelho”. Performance realizada dentro da instalação de Gisel Carriconde Azevedo nos jardins da Funarte, Brasilia.

Intérpretes: Laura Virgínia e Mônica Martins
Música: Philip Jones

*parte do Projeto Marquise 2006, curadoria Wagner Barja


Homens de Cultura
Projeto Tubo de Ensaios da UnB, 2006

Performance em que dois homens estudam mulheres e flertam subrepticiamente com os livros que aparecem na sua frente, ao mesmo tempo em que interagem com as mulheres – seus objetos de estudo – e os livros diante dos quais demonstram interesses escusos. Um trecho do texto de base para a performance diz: O primeiro a chegar foi o pontual Dr. Silvestre Bonnard, especialista em mulheres blasés e levemente psicóticas e que reinventara o campo em que atua por meio de pelo menos duas obras primas que surgiram de seus estudos, Virginia Woolf, Catherine Deneuve, obras evidentemente obrigatórias para todo amante das mulheres e da cultura. Dr Bonnard chegou acompanhado da deslumbrante “O Segundo Sexo”, que o acompanhava em suas últimas aparições sociais e que já provocava comentários pouco bem intencionados que, também nos meios ilustrados, ocorrem com freqüência. Bonnard, aliás, também sob este aspecto menos refinado, exibia um bem guarnecido currículo, ainda nos primeiros anos de faculdade manteve comentada intimidade com sofisticadas parceiras como “Madame Bovary”, pelo menos duas das Críticas de Kant e dizem que se lambuzou nas páginas de cada uma das irmãs “Em Busca do Tempo Perdido”.

Criação: Hilan Bensusan e Laura Virgínia – Flor de Insensatex. grupo de pequena arte


Ocupa desocupado-não culpado
Câmara dos Deputados do DF, 2006

Criação: Hilan Bensusan e Laura Virgínia – Flor de Insensatex. grupo de pequena arte


Balleckett
Semana D da Dança, Centro de Dança do DF e show da banda “Silente” na UnB. lançamento do livro de Gisel Carriconde “Entrevistas Maciel Babinsky” no Balaio Café, Brasília/DF e 25ª edição da Feira do Livro de Brasília, 2006, 2007

Criação: Hilan Bensusan e Laura Virgínia – Flor de Insensatex. grupo de pequena arte

com Laura Virgínia e a Flor de Insensatez em Brasília com apresentações em novembro de 2006, maio de 2007, junho de 2007 e em julho de 2009 na apresentação da banda Silente na festa Oaxaca Libre, nas comemorações do dia mundial da dança e no encontro do Corpus Crisis e na apresentação da banda SCLRN na FNAC-Brasília, respectivamente.
Uma junção de Ballet e o espírito de Beckett em que os movimentos são desconstruções dos gestos esperados, dos gestos quotidianos e tributáveis. O manifesto pelo Balleckett diz: “Ballet é o corpo. Beckett é a alma. Balleckett é a condição humana com os cotovelos e joelhos em movimento. Somos todas inacabadas; somos todas nem começadas – nos tornamos todas beckettescas. Ballet é a alma. Beckett é a virilha. O ponto de partida de muitas felicidades humanas é uma conversa. O ponto de partida da conversa é uma substância beckettesca que existe em cada gengiva, em cada clavícula e em cada calcanhar. […] Queremos os gestos puros ao invés dos gestos ratos, apinhados de ninharias. Queremos os gestos desordenados, despedaçados, despreparados, desmiolados, desintegrados, dissimulados, desconectados e, de preferência, desabitados. Não há limite para a improvisação, nem nas mãos, nem a coluna dorsal te conta que deves calar os pássaros e escutar a voz do noticiário na televisão. Não preste atenção – finja. Não finja – finja que finges. Queremos os gestos que não caberiam em nenhuma pista de dança, em nenhum palco de dança, em nenhuma dança. Queremos dançar os gestos que jogamos fora – só porque eles não prestam para nada. […]Vamos dançar na ponta do superego – sapatilha nele.”. A primeira montagem de Balleckett foi Maria Bartleby (ou, minha empregada doméstica não lava os pratos) inspirada na novela “Bartleby” de Melville


Rilke na Cozinha
Comemoração de Cora Coralina na UNIP, Blitz Performance – lançamento do livro “Umbigo” de Nicolas Behr na Livraria Entrelivros (406 norte), Brasília/DF | 2006

A partir de uma combinação entre receitas de torta de frango e Elegias de Duíno de Rilke em que os versos eram misturados com receitas, falávamos ao ouvido do público insinuando um caráter de grande literatura nos textos de receitas e de ordinariedade nas elegias sobre legiões de anjos.

Criação: Hilan Bensusan e Laura Virgínia – Flor de Insensatex. grupo de pequena arte


Distúrbios nas Classes
UnB, Bazzar da Flor de Insensatez no Festival de Inverno da Rua da Cultura e Sarau em São Sebastião, 2006

Criação: Hilan Bensusan e Laura Virgínia – Flor de Insensatex. grupo de pequena arte

Diálogo entre uma diretora e um bedéu de escola sobre a não-conformidade dos alunos com os equipamentos de aprendizagem, baseado em em uma pequena peça de Harold Pinter. Um trecho do texto diz: Fibra: A sala de ensinar as meninas a parecerem desprotegidas com a coleção de sapatos de salto alto da Victor Hugo! Isto é absurdo, aquela sala é a perfeição, é linda! Avontades: Sim, sra! Fibra: Onde elas podem encontrar uma sala de ensinar meninas a parecerem desprotegidas melhor que esta? Avontades: Sra Fibra, há salas e há salas… Fibra: Sim, Avontades, há salas e há salas, mas onde há uma sala de ensinar meninas a parecerem desprotegidas melhor que esta? Avontades: As crianças simplesmente não querem ter mais nada com a sala. Fibra: Alucinante. O que mais? O que mais, Avontades, não tem sentido esconder nada de mim, a esta altura! Avontades: Bem, elas fazem muita cara feia para a sala de ensinar os meninos a não chorar que já vem com carteiras que dão 50V de choque para cada lágrima derramada…



Docemente, coreografia de Édi Oliveira, 2005

Docemente, 2005

Docemente

Coreografia de Édi Oliveira – Sagração da Primavera mostra de dança da salamover, Brasília/DF | 2005


 

Bastaria à natureza um javali devorado na África?
Performance na abertura da exposição com um poema sobre a natureza (do livro Comunista, ver em Livros) em que minha voz encontra encantos nas coisas naturais e a voz de Laura enxerga apenas sangue e turbulência. Um trecho: “eu: A natureza, fada madrinha de prontidão/ tem horror ao vácuo, nada deixa em vão/ te descansa, te enxágua, te purifica/ em forma de melão, noz ou mixirica/ sopra em teu corpo núvens de segundos/ que às vezes erguem para ti dias fecundos. // Laura: A natureza, que vem em hordas visigodas,/ amordaça no tempo tuas pretensões, todas./ Derrete os continentes, seca as cachoeiras,/ entope-te de vontades ainda que não queiras./ Enruga a tua pele, desbota todas as tuas idéias./ Derrete todas as almas, as crentes e as atéias.” Minha roupa era de folhas e flores e uma coroa de galhos e a roupa de Laura era metálica e ela era acompanhada sempre de um pequeno carro em sua mão buzinando. A cenografia foi desenhada por Gisel Carriconde Azevedo

Abertura da exposição “A arte Supranatural dos Jardins” de Gisel Carriconde/Galeria da UnB e no Espaço Cultural Aberto Caldo Fino, Brasília/DF

Criação: Hilan Bensusan e Laura Virgínia – Flor de Insensatex. grupo de pequena arte


Pequenas Criaturas
Cult Dance Projeto Solos na Sala salamover, Brasília/DF

Criação: Laura Virgínia


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Objeto Um – Sujeito à Prova, 2005

Objeto Um – Sujeito à Prova

Concha Acústica, UnB; Terminal do Metrô estação Galeria; salamover; Parque Ecológico Olhos d’Água e Parque da Cidade Praça das Fontes, Brasília/DF  2005

Criação: Fúrias –confraria de dança


O sol e a Tristeza, 2005

O sol e a Tristeza, 2005

O Sol e a Tristeza e Perto do Coração Selvagem
Lançamento do livro “Comunista” de Hilan Bensusan – Rayuela, Brasília/DF  2005

Criação: Hilan Bensusan e Laura Virgínia


Romeu e Julieta, 2001

Romeu e Julieta, 2001

Romeu e Julieta
Projeto Almoço do Signos – restaurante Flor de Lótus, Projeto Os encontros – Fnac/ Brasília, Espaço Cultural Cozinha das Almas e Celebração no espaço Andréa Horta, Cult Dance Projeto Solos na Sala salamover, Brasília/DF  2004, 2003 e 2001

Criação: Laura Virgínia


A Bela Adormecida
Projeto Solos em Cena – sala Alberto Nepomuceno, TNCS, Festival da Novadança – Teatro Garagem SESC, Espaço cultural Cozinha das Almas e Projeto PIN – teatro dos Bancários, Brasília/DF 2004, 2002 e 2001

Criação: Laura Virgínia

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