a “valsa” tem que continuar…

Apesar desse total descompasso do governo DF, triste, inconstitucional, desrespeito, aos anos de luta que foram apagados como fumaça.
Esse discurso vazio da Arte como não-essencial e essa gestão sem responsabilidade – me arrasa.
Mas continuemos porque do que somos feitos tem muito mais força. E o sensível o imaterial, o invisível – isso não é vendável ou corruptível, feitos na verdade sempre encontram movimento e vazão para continuar.

Então a “valsa” tem que continuar…

Dança | “Hop-là!” , novo solo em processo de criação

Estou festando um solo novo, acho que tem uns bons pares de anos que venho pensando nisso, talvez, uns dez anos? É isso, minhas influências, interferências, referências de países que visitei, que conheci através dos livros, da dança, na vida. Ano passado fiz um chamado “牡丹”, sobre os afetos orientais, ano passado.

Agora estou começando a mergulhar na parte francesa na minha vida. Milhares de coisas: para começar, um cunhado, dois sobrinhos e uma irmã brasileira que mora lá há 25 anos; minha amiga bailarina, Monica Berardinelli, a pessoa mais bailarina que eu convivo, porque trabalha com Ballet Clássico, desde sua existência na barriga de sua mãe Regina Maura, também bailarina. e como ela mesma diz: “Falo francês o dia inteiro: plié, relevè, Arabesque, Battement…”…523804_416106001747963_835518465_n

Isso me lembra da casa onde minha irmã e eu fazíamos ballet. Ficava no fim do Lido/RJ, era branca, com janelas amplas, a sala tinha um piano de cauda. Minha professora era do corpo de baile do Municipal e sua mãe pianista tocava nas aulas. No primeiro dia de aula minha mãe colocou todo aquele enxoval rosa, tipico das ballerinas, e eu tava em polvorosa, achando incrível se vestir de uma cor só, a saia de tule que balançava. Tanto que minha mãe conta que quando a professora perguntou como eu me chamava eu respondi – Ballerina e ela só me chamava assim, tinha 4 anos pois pois foi assim que a dança me escolheu.

Livros que Hilan Benusan me emprestou para o solo:

1) “As flores do Mal – Charles Baudelaire
2) “L’autre fille” e “Se perdre”- Annie Ernaux
3) “La femme rompue”- Simone de Beauvoir
4) “L’Africain”- J.M.G.Le Clézio
5) “Uma estação no inferno”- Rimbaud
6) “História do olho”- Georges Bataille
7) “Emaux et Camées”- Theóphile Gautier
8) “Le nu perdu”- René Char
9) “Histoire et Poésie”- Melchior de Vogüe
10) “Martinica”- André Breton
Separei os livros, vou começar por Annie Ernaux 09/03/2015. Fiquei bem curiosa.

Literatura | Poemas que li no fim-de-semana

Poema lido, poema relido, poema achado, pérolas que circudam a nossa cabeça, achados que pareciam perdidos.
Quero registrar que ler poemas pode melhorar seu ponto-de-vista sobre a vida, pelo menos mexer um pouco de lugar.
Movimente-se, leia um poema por dia!210a71a2662ac7677185e152cff1fa9b.jpg

A noite extraordinária em que vieres,
desabe um poderoso temporal…
Tensos, tácteis,
nos descobriremos
na praia escura da nudez.
No claro desafogo da madrugada,
o tamborilar da chuva
nos oferecerá seu jubiloso ritmo
e, à melodia líquida das calhas,
eu possa, com os olhos ardentes,
contemplar, na penumbra aconchegante,
teu corpo luminoso.
ASPIRAÇÃO Cassiano Nunes

não é teu coração
eu não quero teu corpo
eu não quero tua alma
Deixarei intacto
teu ser
a tua pessoa inviolável
eu quero apenas
uma parte desse prazer
a parte que me pertence
EQUILÍBRIO Joaquim Cardozo

Estes lamentos
Dos violões lentos
Do outono
Enchem minha alma
De uma onda calma
De sono.
E soluçando,
Pálido quando
Soa a hora,
Recordo todos
Os dias doudos
De outrora.
E vou à-toa
No ar mau que voa,
Que importa?
Vou pela vida,
Folha caída
E morta.
CANÇÃO DE OUTONO Paul Verlaine

E quando a noite sombria
dos
Calmo, na paz que difunde
a sombra nos altos ramos,
que o nosso amor se aprofunde
neste silêncio em que estamos.
Coração, alma e sentidos
se confundam com estes ais
que exalam, enlanguescidos,
medronheiros e pinhais.
Fecha os olhos mansamente
e cruza as mãos sobre o seio.
Do teu coração dolente
afasta qualquer anseio.
Deixemo-nos enlevar
a
o embalo desta brisa
que a teus pés, doce, a arrulhar,
a relva crestada frisa.
carvalhos for baixando,
o rouxinol a agonia
da
nossa alma irá cantando.
EM SURDINA Paul Verlaine

PATHWORK | Palestra Introdutória

 Quando você empreende o autoconhecimento como a principal tarefa da vida, a inquietação desaparece e um profundo significado se instala na alma.

O Pathwork, cuja tradução literal é “Trabalho do Caminho”, é uma metodologia de autoconhecimento baseada em um conjunto de ensinamentos apresentados sob a forma de palestras. 75969_496833953690322_1263940102_n

Estas contêm conceitos e orientações sobre como remover os obstáculos que nos separam dos outros, da nossa criatividade e energia vital; aumentar a intimidade nos nossos relacionamentos e assim, abrir mão do que bloqueia nosso desenvolvimento, nossa plena realização e alegria.

Na introdução de seu livro “Não Temas o Mal”, Donovan Thesenga, que dedicou mais de trinta anos ao Pathwork, afirma que a inconsciência de nossas falhas é a fonte de todo sofrimento humano, de todos os conflitos: internos, entre pessoas e entre nações.

O Pathwork nos mostra, passo a passo, como trazer esses aspectos à consciência, lidar com eles, aceitá-los sem ser conivente, reconhecer seu efeito sobre nossa vida e transformá-los. Somos aos poucos orientados na direção da plena responsabilidade, a perceber que não somos vítimas, que as situações de nossa vida foram criadas por nós, consciente ou inconscientemente, e que assim como as criamos podemos mudá-las e tornar nossa existência cheia de alegria, paz, harmonia, prazer, realização em todos os aspectos.

O método é prático, aplicável ao nosso dia-a-dia, muito útil para pessoas que estão buscando um caminho espiritual ou que gostariam de entender a razão de certos acontecimentos em sua vida. Com frequência essa busca se manifesta como uma sensação de inquietação, um anseio, um vazio que nada preenche.

A primeira ação para começar o Trabalho do Caminho é participar de um grupo de estudos. Esses grupos iniciam-se com o estudo das palestras durante os quais são explorados os conceitos que constituem a base da metodologia do Pathwork.

São conduzidos de forma teórico-vivencial por um ou mais facilitadores e helpers autorizados. O caminho natural desses grupos, após determinado período é se transformar num grupo mais avançado onde cada participante tem a chance de fazer um aprofundamento vivencial do seu processo pessoal nessa metodologia. Esses grupos são conduzidos por facilitadores e helpers autorizados.

Palestra Introdutória ao Pathwork
Dia 28 de fevereiro, sábado, 11h
Inscrições: buquelauravirginia@gmail.com
GRATUITA
Endereço: Lago Norte, CA 5, lote C-3, edifício Firenze, sala 406
Referências: entrada principal do shopping Iguatemi, atrás do prédio Upper.

Laura Virgínia – facilitadoraLaura Virginia - director
Iniciei na metodologia do Pathwork há 12 anos e no aprofundamento e compartilhamento como facilitadora desse trabalho, que transformou a minha vida. E a Dança como arte é minha profissão há 20 anos. O caminhar, na vivência do Pathwork, faz, cada vez mais, trazer minha identidade real para viver a realidade da vida – não saberia viver de outra forma: livre, feliz, simples, profundamente sensível e honesta.

Se você não ousa ser mais do que é jamais ousará ser tudo o que é.
Guia Pathwork

Aulas de Dança Contemporânea | terças e quintas | Laura Virgínia

Dança Contemporânea

jovens e adultos iniciantes ou iniciados

Você vai aprender a se mover de uma forma criativa, livre e graciosa, ao mesmo tempo, que irá transformar a sua postura, seu equilíbrio e melhorar a sua aptidão corporal.
A aula se constrói a partir de passos, gestos e técnicas simples para ir formando rotinas. É rápido e divertido, mas o estilo de ensino é totalmente favorável e adequado para pessoas com pouca ou nenhuma experiência de dança.DC

Alcances:

  • Compreender e explorar movimentos básicos.
  • Trabalhar na coordenação: de braços / pés / cabeça e construir a força do núcleo.
  • Saber combinações essenciais de passos: e executar uma variedade de coreografias curtas fundamentais dos passos aprendidos.
  • Aprender exercícios técnicos simples para melhorar a postura: como centralização, exercícios de chão e passos que viajam pelo espaço.
  • Ter a oportunidade de apresentar suas habilidades recém-desenvolvidos: por meio de pequenas coreografias do repertório de Laura Virgínia

Como em todas as aulas de dança. há algumas coisas que você pode precisar considerar:

  1. Calçado: meias para alguma parte da aula e depois de preferência descalço.
  2. Vestuário: roupas confortáveis e esticáveis.
  3. É um trabalho que aumenta a temperatura corporal é bom trazer uma garrafa de água

Aulas ministradas por Laura Virgínia, mestrado em Artes pela Universidade de Brasília – UnB. Experiência profissional no ensino de dança contemporânea em instituições públicas e privadas desde 1991. É coreógrafa-residente do Margaridas Dança (Brasília, 2004) e possui seus trabalhos artísticos em arquivos nacionais e internacionais, perfazendo uma carreira de mais de 20 anos de atuação.

Dias e Horários Terças e Quintas  12h15 – 13h30

Local Studio de Dança Regina Maura
Endereço: SCLS 312 bloco D loja 6
Telefone 3245 1000

http://www.reginamaura.com

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Encontros de Improvisação | Quartas

Encontros de Improvisação

Horário: Quartas, das 18h30 às 21h30
Onde: Lago Sul SHIS QI 09
Valor: 120 reais mensais | aula avulsa 40 reais
Condução: Laura Virgínia
Inscrições: buquelauravirginia@gmail.com
http://www.artesdelaurav.wordpress.com

Encontro de improvisação para dançarinos, músicos, artistas plásticos, performers, fotógrafos, videomakers, atores e público interessado.

Na primeira parte do encontro serão conduzidos exercícios de aquecimento corporal, alongamento consciente, dinâmicas inspiradas no método de Ruth Zaporah (Teatro da Presença), em seguida performamos uma estrutura  de improvisação.

Laura Virgínia biografia leia aqui

Este encontro é  aberto a todos os interessados, não é necessária experiência anterior. barco-curso-dançablogblog

AMOR PRÓPRIO | Oficina Pathwork | 6 e 7 de fevereiro

 AMOR PRÓPRIO

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O tipo adequado de amor próprio é o resultado natural da alma saudável. Na medida em que vocês curam a doença interior, nessa mesma medida vocês poderão amar a si mesmos adequadamente. Durante muito tempo a humanidade viveu uma ilusão de que amar a si mesmo é um pecado. Isso é tão errado quando tipo doentio de amor próprio. Em nenhum lugar das Escrituras Sagradas ou de qualquer ensinamento espiritual da verdade e do valor vocês vão encontrar algo que diga que não devem amar a si mesmos. Não amar a si mesmo significaria que vocês não honram a manifestação divina que são. Não amar a si mesmo significa auto punição, masoquismo, negação da personalidade. Não amar a si mesmo impede que vocês amem como deveriam. Impede a capacidade de amar e ajudar os outros. Portanto, cuidado com o equivoco de que amar a si mesmo é errado. Façam a distinção entre o modo doentio e o modo saudável – ou seja, entre respeito por si mesmo e amor distorcido. PGP 053 “Amor Próprio”

Esse é um convite a você se aprofundar nesse tema  AMAR A SI MESMO, nesta Oficina Pathwork teórico-vivencial. Local: espaçonave Endereço: Lago Norte, CA 5, lote C-3, edifício Firenze, sala 406 Referências: entrada principal do shopping Iguatemi, atrás do prédio Upper. Valor: 200 reais Interessados: enviar e-mail para buquelauravirginia@gmail.com telefone de contato: (TIM) 8348 4414 e whatsapp Aguardo seu contato, espero compartilhar contigo esse vibrante trabalho para você ousar ser mais do que é. Arrisque-se! Laura Virginia - directorLaura Virgínia Iniciei na metodologia do Pathwork há 12 anos e no aprofundamento e compartilhamento como facilitadora desse trabalho, que transformou a minha vida. E a Dança como arte é minha profissão há 20 anos. O caminhar, na vivência do Pathwork, faz, cada vez mais, trazer minha identidade real para viver a realidade da vida – não saberia viver de outra forma: livre, feliz, simples, profundamente sensível e honesta.

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Planeta Dança: Um Guia para Visitantes para Dança Contemporânea

Queridos Amigos, vamos acompanhar essa série? Ela é um guia para quem NÃO conhece dança contemporânea e quer conhecer.
O The Place convidou o crítico de dança Sanjoy Roy e a artista de animação Magali Charrier para criarem essa serie de filmes-curtas que introduzem ao mundo dança.
HAVE FUN!!

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